Os Lados
Agarrar-te é segurar uma nuvem
É sentir o sabor do nevoeiro
É poder libertar-me da lógica
É soltar-me das correntes da minha coerência
Dos meus princípios e ideais
Poder sentir-te é para além do esperado
É de repente ficar só no mundo
É sentir ódio ao tempo
Por este não deixar de passar.
Poder ter-te seria um holocausto
Seria subir ao pedestal onde te coloquei
Seria querer o mundo
Dando tão pouco.
Mas só agora vou a meio
Estou disposto a muito mais
Limites deixaram de fazer sentido
As barreiras deixaram de ser obstáculo.
Coloco-te onde nunca vou chegar
Esperando inconscientemente
Que de lá, nunca queiras descer.
Pedro Batista
É sentir o sabor do nevoeiro
É poder libertar-me da lógica
É soltar-me das correntes da minha coerência
Dos meus princípios e ideais
Poder sentir-te é para além do esperado
É de repente ficar só no mundo
É sentir ódio ao tempo
Por este não deixar de passar.
Poder ter-te seria um holocausto
Seria subir ao pedestal onde te coloquei
Seria querer o mundo
Dando tão pouco.
Mas só agora vou a meio
Estou disposto a muito mais
Limites deixaram de fazer sentido
As barreiras deixaram de ser obstáculo.
Coloco-te onde nunca vou chegar
Esperando inconscientemente
Que de lá, nunca queiras descer.
Pedro Batista

1 Comments:
Olhem um ex-membro do Reveries.
Apesar de a tua participação no Reveries ter terminado (infelizmente não podia ser muito regular, julgo que brevemente o blog vai ficar ainda mais reduzido, o que não é de todo negativo pois permite-me ir adaptando o número de pessoas às circustâncias) vejo com agrado que te envolves noutro blog.
Sempre foi e continua a ser um prazer para mim ler os teus textos, sejam eles poéticos ou não.
Quanto a este poema em particular. Tem as tuas características e o teu modo de escrever, seja pelas palavras/temáticas usadas, pela fluidez, percebe-se claramente que é teu. Gostei neste da liberdade total que de repente apareçe.
Continua.
Já agora, os parabéns ao João pela iniciativa, é sempre positivo e pelo que li vou continuar a consultar.
Um abraço.
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